
Terapias complementares como acupuntura, fisioterapia, laser terapêutico e aromaterapia deixaram de ser exceção nas clínicas veterinárias e passaram a ser indicadas como apoio ao tratamento convencional, principalmente em dor crônica, reabilitação após cirurgia e distúrbios emocionais. Elas não substituem o remédio nem a cirurgia: ampliam o que o veterinário pode oferecer ao animal.
De desconfiança a indicação
O uso de diversas terapias complementares no cuidado com a saúde dos pets vem se consolidando. Técnicas como acupuntura veterinária, fisioterapia, aromaterapia e até reiki vêm ganhando espaço nos consultórios e conquistando a confiança dos tutores.
Essas práticas, antes vistas com desconfiança por parte do público, agora são cada vez mais recomendadas como apoio ao tratamento convencional, especialmente em casos de dor crônica, reabilitação pós-cirúrgica ou distúrbios emocionais como ansiedade e compulsividade. "A medicina veterinária integrativa não substitui o tratamento tradicional, mas amplia as possibilidades de cuidado. E os resultados são visíveis", afirma a dra. Carla Mendes, especialista em acupuntura animal.
“O uso de diversas terapias complementares no cuidado com a saúde dos pets vem se consolidando.”
Para que cada terapia costuma ser indicada
- Acupuntura: dor crônica, artrose e problemas de coluna, sobretudo em animais idosos.
- Fisioterapia e laser terapêutico: reabilitação após cirurgia ortopédica e recuperação de mobilidade.
- Aromaterapia e florais: ansiedade, medo de barulhos e dificuldade de socialização.
- Quiropraxia: desconforto muscular e articular, sempre com avaliação prévia.
O que as clínicas já oferecem
Em cidades da região metropolitana de São Paulo, clínicas já incorporam essas abordagens de forma regular. Em uma veterinaria Poá, por exemplo, sessões de fisioterapia associadas ao uso de laser terapêutico têm sido indicadas para pets idosos com artrose. Já uma veterinaria Arujá vem apostando em protocolos que combinam florais e aromaterapia para auxiliar animais com traumas emocionais ou dificuldade de socialização.
No Alto Tietê, uma veterinária Suzano tem se destacado por oferecer atendimento multidisciplinar, reunindo profissionais de áreas como quiropraxia, nutrição funcional e comportamento animal. "O olhar holístico tem trazido excelentes resultados, especialmente em pacientes que não respondiam bem apenas aos medicamentos", comenta a equipe.
O que esperar
Com o avanço dessas práticas e o interesse crescente por parte dos tutores, a expectativa é que em breve as terapias complementares estejam cada vez mais presentes na rotina clínica, oferecendo aos animais não apenas tratamentos, mas qualidade de vida. A condição para que isso dê certo é a mesma de qualquer tratamento: indicação por veterinário e acompanhamento dos resultados.
O que você ainda pode perguntar
Terapia complementar substitui remédio ou cirurgia? Não. Ela complementa o tratamento convencional. Em dor crônica, por exemplo, pode reduzir a dose de medicação, mas a decisão é sempre do veterinário.
Quem pode aplicar acupuntura em animais? Médicos veterinários com formação específica em acupuntura veterinária. Peça o registro no conselho e a certificação na técnica.
Quantas sessões são necessárias? Depende do caso. Em dor crônica e reabilitação, protocolos costumam começar com sessões semanais por algumas semanas e depois se espaçam conforme a resposta do animal.
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